IMPRENSA
Crise das Casas Bahia acende alerta no polo moveleiro de Arapongas
Recuperação judicial da varejista pode gerar impacto estimado em R$ 70 milhões para fabricantes do município
ARAPONGAS – PR. A crise financeira do Grupo Casas Bahia já começa a preocupar o polo moveleiro de Arapongas. A recuperação judicial da varejista, que envolve uma dívida estimada em R$ 17,3 bilhões, coloca fornecedores da região no centro das atenções.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (SIMA), José Lopes Aquino, o impacto inicial para as indústrias do município pode chegar a aproximadamente R$ 70 milhões. O valor, porém, ainda é uma estimativa e poderá mudar conforme as negociações e os mecanismos de proteção de crédito de cada empresa.
A preocupação está principalmente no fluxo de caixa. Com a recuperação judicial, fornecedores podem enfrentar mudanças nos prazos de recebimento, enquanto algumas empresas já avaliam suspender novas entregas ou exigir pagamento antecipado.
A situação ganha relevância porque Arapongas abriga um dos principais polos moveleiros do país e possui forte participação no fornecimento para grandes redes varejistas nacionais.
Apesar do alerta, o SIMA ressalta que não há, neste momento, um prejuízo consolidado de R$ 70 milhões. Algumas indústrias possuem seguro de crédito e outras podem redirecionar parte da produção para diferentes clientes e mercados.
A crise da Casas Bahia evidencia, mais uma vez, a forte conexão entre varejo e indústria. Em Arapongas, o setor acompanha de perto os próximos passos da recuperação judicial e os impactos que poderão surgir para fabricantes, fornecedores, transportadoras e toda a cadeia produtiva.
O cenário ainda está em evolução, e o tamanho real do impacto dependerá das negociações com os credores e da capacidade da Casas Bahia de reorganizar seu fluxo financeiro.
